Eu sempre digo que desistência é pra quem não tem culhões pra enfrentar a vida e encarar os problemas de frente, pra quem não sabe se decidir. Por anos mantive tudo sobre controle, cada passo, cado ação, cada decisão... Sempre muito racional e pensando no futuro, manipulando os resultados, prevendo as consequências, me prevenindo. Prevenção, engraçado pensar que preciso usá-la na minha vida afetiva e social, por que estou acostumado a dizer ao pacientes que se alimentem bem, façam exercícios e vivam de forma saudável pra se prevenir de doenças. Mas de que doença eu tanto me preveni todos esses anos no campo emocional? Do amor, eu tinha medo e ainda tenho medo de amar, por que muitos dos que amo e dos que me amam não me compreenderam por muito tempo e alguns ainda não me entendem, então como acreditar que um completo estranho, que me viu algumas vezes e trocou algumas carícias com a minha pele pode me amar e ser fiel a mim completamente e cegamente?! Não sei como, mas eu tinha e ainda tenho um resquício de certeza de que eu pertenço a ele, mas a dúvida que sempre tive: ele é meu? Meu coração acredita nos seus sentimentos, meu coração burro, dispara sempre que meus olhos miram seus cabelos pretos e seus braços fortes. Minha mente por outro lado diz, não dê folga, não baixe a guarda, ele não te pertence e você precisa conquistá-lo, se esforçar ao máximo para fazer tudo certo, fazê-lo sentir sua falta, manipular o futuro, pensar nas consequências, ser racional... não se entregar, NÃO VIVER!!! E nesse combate entre mente e coração descobri que o amor não pertence à um órgão, ele é sentido em todo o meu corpo, em que cada poro, cada célula... pois sinto seu cheiro, seu toque, seu amor, sua inteligência, seus gosto, seu beijo, sinto como se fosse parte de mim! Descobri que não há prevenção pro amor, ele é como um droga, se espalha, toma todo o seu corpo e te domina.
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